Exportações brasileiras de produtos de beleza atingem maior nível em 10 anos apesar de queda nos EUA

Exportações brasileiras de produtos de beleza para o mercado internacional

Exportações brasileiras de produtos de beleza para o mercado internacional

As exportações brasileiras de produtos de higiene pessoal, perfumaria e cosméticos somaram US$ 633,6 milhões nos primeiros sete meses do ano, alta de 8,4% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho representa o melhor resultado para o período em pelo menos uma década, segundo dados da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec).

“As perspectivas apontam para que 2026 seja mais um ano marcante para as exportações de produtos de higiene pessoal e beleza”, afirmou Luiz Carlos Dutra, presidente da Abihpec. “Em 2025, o setor ultrapassou pela primeira vez a marca de US$ 1 bilhão em vendas ao exterior, e esse movimento positivo se manteve em 2026.”

Dutra ressalta que o crescimento das exportações reflete um esforço estrutural dos fabricantes brasileiros para ampliar sua presença internacional em diferentes mercados. “A América Latina continua sendo nosso principal destino de exportação, mas estamos avançando ativamente nos esforços de expansão para a América do Norte, Europa, Oriente Médio, Ásia e África”, acrescentou, destacando que a associação atua em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

Comércio regional

Na América do Sul, a Argentina foi a principal compradora de produtos brasileiros de higiene pessoal, respondendo por 22,4% da receita total das exportações. Os embarques para o país cresceram 22,8% na comparação anual, somando US$ 141,7 milhões até julho. A Colômbia foi o segundo maior mercado, com compras de US$ 66,1 milhões, alta de 23,5%.

Em contrapartida, as exportações para os Estados Unidos — décimo maior destino dos produtos brasileiros do setor e mercado marcado por sucessivas ofensivas tarifárias contra mercadorias brasileiras — despencaram 54,6% até julho, para US$ 18,9 milhões.

A queda acentuada ocorre após um crescimento expressivo em 2024 e 2025, quando as exportações para os EUA avançaram 16,2% e 36,4%, respectivamente. Desde a expansão de 19,8% em 2020, as vendas ao mercado americano haviam recuado apenas em 2021 (-0,3%) e 2023 (-4,8%), quedas muito menores do que a atual.

Como os Estados Unidos responderam por apenas 3% das exportações totais do setor neste ano, a retração não impediu o crescimento da receita total com vendas externas até julho.

“Os Estados Unidos continuam sendo um destino importante, mas observamos uma retração generalizada nesse mercado específico”, afirmou Dutra ao comentar a queda.

Crescimento das importações

Do lado das importações, o Brasil comprou US$ 654,1 milhões em produtos de beleza e higiene pessoal até julho, alta de 8,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A China foi a principal origem das importações brasileiras, respondendo por 24,3% do valor total, com US$ 158,8 milhões — um aumento de 32,4% na comparação anual. A França ficou em segundo lugar, fornecendo US$ 116,9 milhões em produtos, queda de 1,7% em relação a 2025.

Fonte: Datamarnews

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