
Sindicatos de caminhoneiros no Brasil defendem a realização de uma greve já nesta semana, após a recente alta nos preços do diesel provocada pelo conflito no Oriente Médio, afirmou um líder sindical na terça-feira, 18 de março.
Uma paralisação da categoria pode ter efeitos significativos para o país, caso seja ampla, já que o Brasil depende fortemente do transporte rodoviário para a distribuição de mercadorias e o escoamento de cargas até os portos.
Em 2018, uma greve de grandes proporções paralisou o país por cerca de 10 dias, com bloqueios em rodovias. Com a nova escalada dos preços do diesel, as discussões sobre uma paralisação voltaram a ganhar força, embora ainda sem data definida ou indicação clara do nível de adesão.
“É uma luta pela sobrevivência”, disse Wallace Landim, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), em entrevista à Reuters. Segundo ele, a greve pode começar ainda nesta semana.
O preço médio do diesel S-10, o tipo mais comercializado no Brasil, subiu cerca de 19% em todo o país desde 28 de fevereiro, quando o conflito entre Estados Unidos e Israel com o Irã pressionou os preços globais do petróleo, segundo dados da empresa de meios de pagamento ValeCard divulgados na terça-feira.
Não é a primeira vez desde 2018 que caminhoneiros tentam organizar uma paralisação nacional. No entanto, Landim afirmou que as tentativas anteriores tiveram motivação política, enquanto agora a categoria estaria enfrentando “a mesma dor que sentimos em 2018”.
Na tentativa de amenizar o impacto da alta internacional do petróleo sobre os consumidores, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva zerou na semana passada impostos sobre o diesel, e a Agência Nacional do Petróleo (ANP) iniciou uma operação para combater aumentos abusivos nos preços dos combustíveis.
Ainda assim, não está claro se as medidas serão suficientes para evitar que os caminhoneiros parem suas atividades.
“Os caminhoneiros chegaram ao limite”, afirmou Carlos Alberto, diretor da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL), em nota.
Fonte: ALAduaneira









