
A TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá, atingiu uma movimentação total equivalente a 690 mil contêineres de 20 pés (TEU) no período entre janeiro e maio de 2026, alta de 2% em comparação ao desempenho de 2025.
“O resultado foi tracionado pelo aumento no fluxo de embarques e desembarques de cargas cheias, que registrou um aumento de 7%, passando de 4,5 milhões de toneladas, em 2025, para 4,8 milhões de toneladas, em 2026”, explicou Fabio Mattos, gerente comercial da TCP. Considerando apenas volume de cargas, sem contar o peso dos contêineres, as exportações foram de 3,5 milhões de toneladas, alta de 8%, enquanto as importações chegaram a 1,3 milhão de toneladas, número 6% superior ao registrado no ano anterior.
Um dos destaques foi a operação de contêineres refrigerados (reefer), utilizados para transportar carnes e congelados, que movimentou 64.470 unidades, volume 9% acima das 59.054 unidades de 2025. De acordo com Mattos, “a infraestrutura, o alto volume de serviços marítimos e o atendimento especializado aos exportadores de carne colocam a TCP como o principal parceiro nacional no embarque de cargas refrigeradas”. O Terminal de Contêineres de Paranaguá conta com a maior área para armazenagem de contêineres refrigerados do país, com 5.280 tomadas, e que terá a capacidade expandida ainda este ano.
A TCP também é a maior concentradora de linhas marítimas na costa brasileira e conta com 22 serviços semanais regulares entre operações de longo curso e de cabotagem. Com maior frequência de atracações e linhas que conectam Paranaguá a outros terminais da costa brasileira e aos continentes americano, europeu, africano e asiático, o cais do Terminal recebeu 427 navios entre janeiro e maio.
Na ferrovia, que conecta os ramais em Cascavel, Cambé e Ortigueira ao pátio de operações dentro da área alfandegada do Terminal, foram registrados o encoste de 545 trens e a movimentação de 972 mil toneladas de cargas no período.
Já o modal rodoviário registrou o maior número de contêineres movimentados para o período, com 267 mil unidades, 6% a mais do que em 2025.
Carnes lideram os embarques e setor automotivo avança nas importações
Principal produto exportado pelo Terminal de Contêineres de Paranaguá, o segmento de carnes e congelados foi destaque ao embarcar 1,7 milhão de toneladas, volume 13% acima das 1,5 milhão de toneladas do ano anterior. “A retomada dos embarques de carne de frango após a queda de restrições impostas ao Brasil em 2025 fez com que as exportações disparassem. As exportações de carne suína também tiveram alta, e o Terminal tem demonstrado capacidade e eficiência para atender à demanda do mercado”, comenta Mattos.
O segmento comercial de madeira, que abastece a indústria de móveis, embalagens e construção civil, teve uma performance estável e exportou 598 mil toneladas ao longo de 2026. Em seguida vem o segmento de papel e celulose, que cresceu 9%, atingindo a marca de 446 mil toneladas embarcadas.
As exportações de celulose, por si só, alcançaram a marca de 12.286 TEUs nos primeiros quatro meses de 2026, valor 30% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior.
Exportação de Celulose | Jan-Abr | 2023 – 2026 | TEUs

Fonte: Datamarnews
















